segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Profound realities!


Sofrer até que ponto?

A criança que existe em nós vai procurar no amor uma situação já vivida para, desta vez, conseguir controlá-la. Se foi maltratada, procurará as agressões, não por masoquismo-ela detesta sofrer- , mas para conseguir, enfim, controlar a mão que lhe cai em cima, impedindo-a de a magoar. Procurará o alcoolismo, não pelo prazer de ouvir, como outrora, os delírios da embriaguez, mas par o dominar e, desta vez, curar o cônjuge que dele padece. Vai procurar a indiferença, não para saborear a alegria de ser ignorado, mas para forçar o coração, os sentimentos, daquele que se obstina em nada lhe dar....
Estes desafios acabam por vezes em belas histórias de amor. Aquele que parecia violento fica dócil como uma ovelha. Aquele que bebia (porque morria de solidão) deixa de beber assim que se sente amada. Quanto à indiferença, era uma fachada. Nos braços de uma mulher carinhosa, o coração congelado do mais "duro dos duros" derrete como neve ao sol....

....e disso sei que sou capaz....de derreter o coração mais frio....

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